sábado, 26 de maio de 2018

Peggy Lee

(Jamestown, Dakota do Norte, 26 de maio de 1920)


Ouvindo Count Basie no rádio, Peggy Lee aprendeu sozinha a cantar. Foi descoberta pelo clarinetista e bandleader Benny Goodman em um clube de Chicago. Lee gravou com Goodman e sua orquestra apenas alguns dias mais tarde substituindo a vocalista Helen Forrest. Desde seu início como vocalista na rádio local até a grande banda de Benny Goodman, ela forjou uma personalidade sofisticada, evoluindo para um artista multifacetada. Durante sua carreira, Peggy Lee compôs para filmes, atuou e gravou álbuns conceituais que combinavam poesia e música.

Descendente de noruegueses e suecos, reconhecidamente a mais sensual das vozes femininas da grande canção norte-americana, por um motivo ou outro não foi, entre nós, conhecida e reconhecida como deveria. Sempre houve quantidade de Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan, o que é natural já que foram as jazz singers emblemáticas, embora nenhuma das duas gostasse de ser chamada de cantora de jazz. Sempre houve Billie Holiday ou Dinah Washington, ou mesmo Nina Simone ou Betty Carter, mas quase nada de Peggy Lee. Talvez porque para entender, perceber, sentir o efeito de seu canto fosse necessário compreender o que ela canta, com determinado grau de suavidade. Peggy Lee não era cantora de maneirismos, mas de sutilezas. Aliás, cantora, atriz, compositora. É dela parte da trilha sonora do filme 'Johnny Guitar', de Nicholas Ray; são dela as canções da animação 'A Dama e o Vagabundo', de Walt Disney. É dela, também, em parceria com Duke Ellington a canção 'I´m Gonna Go Fishin', tema central da magnífica trilha sonora de 'Anatomia de um Crime', a obra-prima de Otto Preminger. Quem assina a parte instrumental e toda a música incidental é Quincy Jones. Mas a canção central é dela.

Acompanhada pela orquestra de Dave Barbour
Peggy Lee - I Don’t Know Enough About You

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