quinta-feira, 15 de março de 2018

Charles Lloyd

(Memphis, Tennessee, 15 de março de 1938) 


O saxofonista Charles Lloyd cujo talento de improvisação cruzou com o rock e estilos de música não-ocidentais, durante os anos 60 e 70 foi considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento do fusion. Lloyd cresceu cercado pelo vibrante blues e cenas de jazz de sua cidade natal. Presenteado com um saxofone aos nove anos, Lloyd finalmente estudou com o lendário pianista de Memphis, Phineas Newborn e o saxofonista Irvin Reason. Na adolescência, Lloyd não era apenas melhor amigo do colega de escola e trompetista Booker Little, mas também estava tocando com músicos como o saxofonista George Coleman e os futuros ícones do blues, Bobby "Blue" Bland, Howlin 'Wolf, BB King entre outros.

Em 1956, Lloyd deixou Memphis e matriculou-se na universidade da Califórnia para estudar música clássica, recebendo o mestrado em música. Durante este tempo, ele se apresentou em torno de Los Angeles com a nata do jazz de vanguarda, incluindo os saxofonistas Ornette Coleman e Eric Dolphy. Em 1960, Lloyd juntou-se ao conjunto do baterista Chico Hamilton, substituindo Eric Dolphy, que partiu para tocar com o baixista Charles Mingus. Durante seu tempo com Hamilton, Lloyd foi responsável por compor e organizar grande parte da música na banda. 

Lloyd tinha se tornado um excepcional compositor/arranjador, além de um improvisador virtuoso, e suas idas a Nova York o fizeram ter contato com os luminares John Coltrane, Miles Davis, Coleman Hawkins, Mingus e Cannonball Adderley, em cujo grupo ele se juntou em 1964. Também durante esse tempo, Lloyd começou a gravar como líder e lançou vários álbuns. Um ano depois, deixou Cannonball Adderley e formou seu próprio quarteto, extremamente criativo, que contou com o futuro pianista de Miles Davis, Keith Jarrett, o baterista Jack DeJohnette e o baixista Cecil McBee. Com a apresentação deste quarteto no Monterey Pop Festival em 1966 e o ​​álbum subseqüente 'Forest Flower: Charles Lloyd at Monterey', foi o que realmente chamou a atenção do público. O álbum sofisticado misturando seu longo interesse pela música oriental com o jazz modal e de vanguarda, foi uma das primeiras gravações de jazz a vender um milhão de cópias durante uma época em que o rock superava rapidamente o jazz na mentalidade popular. Tal foi a popularidade de Lloyd que, em 1967, foi eleito o artista de jazz do ano pela revista Down Beat. 

O gênero de Lloyd completou-se perfeitamente com a experimentação de pensamento livre do final dos anos 60 e, embora sua música tenha sido baseada em jazz acústico, foi o passo extra para o jazz eletrizante, mais notavelmente de Miles Davis, cujo clássico 'Bitches Brew' se baseou em muitas influências do mundo que Lloyd experimentou. No início dos anos 70, com sua carreira no auge, Lloyd se retirou para se concentrar em seu interesse pela meditação transcendental e embarcar no que ele descreveu como uma jornada interior. Ele permaneceu ausente até 1981, quando conheceu o talentoso pianista francês Michel Petrucciani, de 18 anos. Inspirado pela imensa habilidade de Petrucciani, Lloyd fez uma turnê com o jovem pianista ao longo dos anos 80 e lançou vários álbuns. No final dos anos 80, Lloyd formou um quarteto com o pianista sueco Bobo Stenson. 

Ao vivo ou em estúdio as litanias desse feiticeiro do saxofone são tão envolventes e cool como as de Lester Young, mas podem elevar-se em espirais cromáticas, dependendo do momento, a estertores sonoros à la John Coltrane. Porém, o som, o fraseado e a postura zen de Charles Lloyd são inconfundíveis. No palco ou no estúdio. 

Do álbum 'Forest Flower' (1967)

Charles Lloyd - tenor saxophone
Keith Jarrett - piano
Cecil McBee - bass
Jack DeJohnette - drums

Charles Lloyd - Sunrise


Live at Montreal, Canadá, 2001

Charles Lloyd - sax tenor
John Abercrombie - guitarra
Geri Allen - piano
Marc Johnson - baixo
Billy Hart - bateria

Charles Lloyd - Lotus Blossom (live)

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