domingo, 11 de março de 2018

Astor Piazzolla

(Mar del Plata, 11 de março de 1921)



Em 1929, Astor Piazzolla, então um garoto de oito anos, ganhou do pai um bandoneón. Tomou-se de amores pelo instrumento e, em 1933, aos 12, começou a tomar aulas de piano com Bela Wilde, um húngaro que havia sido discípulo de Rachmaninoff. Na sequência, em Nova York, onde se mantinha entregando jornais, conheceu o lendário Carlos Gardel, que já era um astro na Argentina. Foi um encontro decisivo e o tango entrou, de forma definitiva, na vida do jovem Piazzolla. Mas sua vocação nunca foi o tango tradicional. Houve outro encontro importante, e foi com a diretora de orquestra francesa, Nadia Boulanger, com quem estudou harmonia. Sua formação erudita levou-o a subverter cânones. Piazzolla incorporou jazz e música erudita em suas criações. Aos que lhe diziam que não fazia tango, ele retrucava que era a música contemporânea de Buenos Aires. Astor Piazzolla deixou um legado extraordinário. E sim, a música de Piazzolla permanece viva e eterna. 

Em 1974, uma sessão gravada em Milão, o grande guru do tango Astor Piazzolla com Gerry Mulligan. Do encontro surgiu o álbum 'Summit' com oito composições, sete escritas por Piazzolla e uma por Mulligan. A fusão do tango nuevo de Astor Piazzolla com as influências do jazz de Gerry Mulligan, apoiado por uma orquestra de músicos italianos e argentinos, descrevem 'Summit' como um disco memorável de rara beleza.

Astor Piazzolla & Gerry Mulligan - Years of Solitude

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