quarta-feira, 9 de maio de 2018

Tânia Maria

(São Luís, Maranhão, 9 de maio de 1948)


Tânia Maria, cantora e pianista, nunca mais se esqueceu daquela noite. No início dos anos 70, ao sair da boate em que tocava para amamentar o filho, foi abordada por uma viatura da polícia. Mostrar a carteira de músico profissional não adiantou. O policial rasgou o documento, a xingou de prostituta e a obrigou a entrar no camburão. Foi um trauma muito grande, ela tinha 22 anos. Depois daquilo, não pode mais ficar aqui. Durante 30 anos, Tânia não se apresentou mais no Brasil quando iniciou na França uma brilhante carreira internacional. 

Maranhense de São Luis, Tânia cresceu em Volta Redonda, Rio de Janeiro. Antes de deixar o Brasil, gravou dois discos que só deram uma pálida ideia do estilo emotivo e suingado que veio a desenvolver mais tarde, e o seu vínculo com a bossa nova e o samba-jazz. Depois de viver 15 anos nos EUA voltou a morar em Paris na década de 90. Tânia é bem crítica, diz que o jazz está sendo segregado nos EUA. Os clubes que ainda existem são caríssimos, e isso afasta as pessoas. Até hoje, a Europa foi, e sempre será a maior fã do jazz. Tânia deixou de cantar em inglês, pois para o ouvido do europeu, a nossa língua soa mais sensual.


No Festival de Jazz de Sigean, França, 2010

Tania Maria - piano e vocal
Edmundo Carneiro - percussão
Marc Bertaux - baixo

Tania Maria - Agua De Beber 



No Nancy Jazz Pulsations, festival de música realizado em Nancy, França, 2000

Tania Maria - piano e vocal
Edmundo Carneiro - percussão
Marc Bertaux - baixo
Hubert Colau - bateria

Tania Maria - Mas que nada


Tania Maria - piano e vocal
Edmundo Carneiro - percussão
Marc Bertaux - baixo
Hubert Colau - bateria

Tania Maria - Intimidade (Alemanha, 2010)

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