quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Nina Simone

(Tryon, Carolina do Norte, 21 de fevereiro de 1933)


Como muitos artistas negros de meados dos anos 60, Nina Simone foi profundamente afetada pelo Movimento dos Direitos Civis e crescente orgulho negro. Nina se destacou e foi perseguida por ser negra e por abraçar publicamente todo tipo de combate ao racismo. Casada com um policial nova-iorquino, Nina também sofreu com a violência do marido, que a espancava. Diagnosticada com transtorno bipolar, Nina foi aos poucos perdendo a linha de seus pensamentos se transformando em uma pessoa presa em seus transtornos. Admirada por sua honestidade direta, ela também era conhecida por suas brigas com o público e os promotores dos shows. Simone tinha a reputação de ser volátil. Simone tomava medicação controlada desde meados da década de 1960. Tudo isso era conhecido somente por um pequeno grupo de amigos íntimos, e mantido longe da visão pública por muitos anos, até o seu biógrafo revelar isso em 2004, após sua morte.

'Nina' veio do espanhol Niña e Simone foi uma homenagem à grande atriz do cinema francês Simone Signoret, sua preferida. O nome artístico foi adotado para que pudesse cantar blues, a 'música do diabo', nos cabarés, escondida de seus pais, que eram pastores metodistas. Nina Simone foi uma das cantoras mais difíceis de se classificar por isso chamada de anomalia musical. Ela gravou soul, jazz, pop e, muitas vezes ao longo do mesmo álbum. Era eclética e trouxe qualidade e emoção a qualquer canção que interpretou. Era uma intérprete visceral, compositora inspirada e tocava piano com energia e perfeição. Nas suas apresentações, era capaz de entoar um hino anti-racista para logo em seguida ressuscitar a platéia com um cover dos Beatles. 

Do álbum 'Wild Is The Wind' (1964)

Vocal, Piano – Nina Simone
Guitarra, Flauta – Rudy Stevenson
Baixo – Lisle Atkinson
Bateria – Bobby Hamilton

Nina Simone - Wild is the Wind

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