terça-feira, 8 de janeiro de 2019

David Bowie

(Brixton, Londres, 8 de janeiro de 1947)


A importância do britânico David Bowie no mundo da música é inegável. A sua história começou como Davie Jones, aos 13 anos de idade, quando tocava saxofone em algumas bandas de Brixton. Anos mais tarde com a banda ‘Davie Jones & The King Bees’, com ele próprio tocando sax, gravou um compacto que não rendeu nenhum lucro e a banda pouco depois se dissolveu. A partir daí decidiu se lançar em carreira solo e mudou seu nome para David Bowie. Três anos depois, conseguiu entrar pela primeira vez nas paradas inglesas com ‘Space Oddit’, inspirado em ‘2001 – Uma Odisséia no Espaço’. Os anos 70 impulsionaram a carreira de Bowie em todo o mundo. Nasceu o alienígena andrógino pop star, Ziggy Stardust, uma estrela marciana pronta a seduzir e a manipular os habitantes da Terra, uma criatura sexualmente ambígua, de cabelos cor de fogo e roupas brilhantes, um misto de deus e demônio, que comanda a banda ‘The Spiders From Mars’. O LP ‘The Rise And Fall Of Ziggy Stardust And The Spiders From Mars’, onde ele deu vida ao seu mais famoso personagem é até hoje considerado uma obra-prima de Bowie. Apesar do sucesso mundial de Ziggy, Bowie deixou de interpretá-lo no início da década de 70.

Cada vez mais interessado musicalmente em soul americano, mudou novamente o seu visual e excursionou pelos EUA vestido em um terno de cor sóbria e cabelos curtos. A mudança espantou seu público como também a imprensa e sua fama de camaleão começou a se espalhar. É nesta época também que Bowie começa a fazer uma dieta ‘branca’, já que só tomava leite e fazia uso cada vez maior de cocaína. Depois de diversas tentativas, Bowie finalmente conseguiu exorcizar Ziggy Stardust com o ‘Thin White Duke’, um sujeito mais cool, distante e alinhado. Preocupado em mudar seu ambiente para que essa mudança reflitisse em sua música, Bowie mudou para Berlim voltando a viver uma vida mais simples. Deixa a cocaína e se envolve com música eletrônica alemã. Com o movimento neonazista que ressurgia, Bowie mudou-se para Nova York. 

Na década de 90, Bowie encontraria o amor de sua vida, a modelo nascida na Somalia, Iman Abul Majid e dá uma guinada na sua carreira e foge novamente do mundo do rock. Estréia na Broadway a peça ‘O Homem Elefante’, onde a critica o considera excelente. Em Nova York, filma ‘Basquiat’, a história de Jean Michel Basquiat, um grafiteiro antisocial das ruas de Nova York descoberto por Andy Warhol que vê no rapaz um talento autêntico. Bowie faz incrivelmente bem o papel de Andy Warhol, um antigo amigo. David Bowie é considerado um dos nomes da música pop que mais fez uso do uso da imagem em sua carreira. Ele incorporou elementos teatrais para criar vários personagens nos anos 70, ditando modas e tendências.

'Wild Is the Wind' foi originalmente gravada por Johnny Mathis para o filme 'Wild Is the Wind' de 1957. Depois disso, Nina Simone a gravou. David Bowie era um admirador do estilo de Simone e, após ter um encontro com ela em Los Angeles, ficou inspirado em fazer sua versão da canção e gravou uma versão em 1976 para o disco 'Station to Station'.

David Bowie - Wild Is The Wind 
Live BBC Radio Theatre, 2000

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Luiz Melodia

(Rio de Janeiro, 7 de janeiro de 1951)


Luiz Melodia tem música até no nome. Não bastasse a beleza de suas canções, a sua voz é uma das mais belas. Autodidata, ouviu muito jazz, blues, baladas. Portanto, sua trajetória fugiu um pouco do esperado. Por ter crescido no morro, no meio do samba era esperado que fosse um sambista. Mas, Luiz Melodia foi por um caminho diferente. Não renegou suas origens musicais nascidas do samba, mas assimilou uma musicalidade que absorveu vários estilos. Luiz Melodia exala classe, personalidade e carisma. Seu timbre e seu jeito original de compor coloriram e seguem colorindo nossa música com outros tons, como o de sua bela pérola que é negra.

'Pérola Negra' é uma confissão espantosa de amor e dúvida, palco de sentimentos conflitantes, dramáticos, exaltados e incertos, transformações existenciais por que passava a geração de 1970. A liberação sexual trouxe um novo olhar sobre as ligações entre amor e sexo, prazer e afeto. O desejo de ser correspondido, a obsessão pelo ser amado, a instabilidade da paixão ganhou um aspecto mais carnal, mais sanguíneo, que se revela na presença do sangue, usado na canção como tinta para escrever uma declaração de amor. 

Do show 'Luiz Melodia Ao Vivo Convida'  
Gravado no Pólo Cine Vídeo, na Barra da Tijuca no ano de 2003

Luiz Melodia - Pérola Negra

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

John Kirby

(Winchester, Virginia, 31 de dezembro de 1908)


John Kirby liderou um grupo incomum durante o auge da era das grandes bandas, um sexteto composto pelo trompetista Charlie Shavers, o clarinetista Buster Bailey, o saxofonista Russell Procope, o pianista Billy Kyle, o baterista O'Neil Spencer e seu próprio baixo. Kirby tocava tuba, mudou para o baixo em 1930 quando se juntou à Orquestra de Fletcher Henderson . Ele foi um dos melhores baixistas dos anos 30. Em 1937, Kirby tinha seu próprio grupo no Onyx Club. Com Maxine Sullivan, esposa de Kirby na época, como vocalista, o sexteto foi bastante popular. O sexteto decaiu gradualmente nos anos 40. O baterista O'Neil Spencer ficou doente e foi substituído por Specs Powell e mais tarde Bill Beason , o pianista Billy Kyle foi convocado para o serviço militar e o saxofonista Russell Procope foi substituído por George Johnson. Em 1945, após a saída do trompetista Charlie Shavers para se juntar a Tommy Dorsey , os únicos membros originais ainda no grupo eram o clarinetista Buster Bailey e Kirby. No ano seguinte, a banda se separou e apesar de algumas tentativas do baixista de formar outro sexteto similar, John Kirby nunca mais foi capaz de duplicar seus sucesso anterior. 

O sexteto de John Kirby no filme 'Sepia Cinderella' (1947)

John Kirby - baixo
Billy Kyle - piano
Charlie Shavers - trompete
Buster Bailey - clarinete
Charlie Holmes - sax alto
"Big" Sid Catlett - bateria

domingo, 30 de dezembro de 2018

Bo Diddley

(McComb, Mississippi, 30 de dezembro de 1928)



Bo Diddley ficou conhecido por misturar rock e blues abrindo as fronteiras para várias bandas de rock dos anos 60. O cantor foi contemporâneo de nomes importantes da música mundial, como Chuck Berry e Fats Domino e foi também um influente guitarrista, com vários efeitos especiais e outras inovações. Sua forma de tocar ficou conhecida entre os músicos como a batida Bo Diddley, uma batida meio rumba feita usando-se a clave. Esta batida seria usada por vários outros artistas. Os Rolling Stones admitiram ter sido influenciados por ele. Suas canções também foram regravadas por bandas de todo o mundo, como o ‘Aerosmith’, ‘The Animals’, 'The Doors'. Bo Diddley também tocava violino e violoncelo. 

Ele usou o nome artístico Bo Diddley, provavelmente um jargão dos negros do sul dos Estados Unidos que significa 'nada por enquanto'. Outra fonte diz que este era seu apelido quando de sua carreira como boxeador. Bo Diddley tornou-se um sucesso instantâneo dentro do circuito negro do rhythm & blues. Em suas apresentações ao vivo, forjara uma imagem de selvagem e ameaçador, enquanto pulava e dançava, vestido todo em couro preto, cinto com fivela gigantesca e um chapéu de cowboy imenso na cabeça. 

Em 1957, em uma apresentação, Bo saiu do teatro para refrescar a cabeça e viu uma menina do lado de fora, com um estojo de guitarra nas mãos. A menina era Peggy Jones, que mais tarde foi convidada para substituir Jody Williamsi quando convocado para servir o exército. Bo Diddley se tornou assim o primeiro músico de primeira linha a ter uma mulher guitarrista na banda, e Peggy Jones, que seria mais conhecida com o nome artístico de Lady Bo, tornou-se a primeira mulher guitarrista a tocar entre os grandes.

Bo Diddley é o primeiro em diversas frentes. Não só o primeiro a ter uma guitarrista mulher na banda, mas o primeiro a utilizar um modelo alternativo para sua guitarra, com o intuito de ter uma marca pessoal, sua famosa guitarra quadrada. Batizou sua guitarra quadrada de Big B e é esta guitarra que se vê em todos os seus discos e shows. Bo é também um dos precursores a tocar a guitarra entre as pernas, pelas costas ou com os dentes. O primeiro a utilizar amplificadores com distorção e desenvolver a técnica de utilizar tremolos e reverb para modular e alterar o som, ou, como ele diria, "fazer a guitarra falar". Bo Diddley, em seus mais de 50 anos de carreira, tem um legado e uma reputação que lhe garantem respeito como um dos mais criativos e singulares talentos do século XX.

Bo Diddley - I'm A Man

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Earl Hines

(Duquesne, Pensilvânia, 28 de dezembro de 1903)



Outrora chamado de 'o primeiro pianista do jazz moderno', Earl Hines diferenciou-se dos pianistas da década de 1920, com toques incomuns de sua mão esquerda. Um dos grandes pianistas de todos os tempos, Hines foi uma grande influência para Teddy Wilson, Nat King Cole e até mesmo para Art Tatum. Ele também foi compositor, mas subestimado. Earl Hines tocou trompete antes de mudar para o piano. Seu primeiro trabalho importante foi acompanhar a vocalista Lois Deppe e sua orquestra em 1922. No ano seguinte, Hines mudou-se para Chicago. Em 1926, juntou-se à big band de Louis Armstrong. O ano de 1928 foi um dos anos mais significativos da Hines, ele gravou seus primeiros solos de piano.

Brilhante músico e solista, Earl Hines lideraria grandes bandas pelos 20 anos seguintes. Em 1940, Billy Eckstine se tornou o vocalista popular da banda, e em 1943 Hines recebeu os modernistas Charlie Parker, Dizzy Gillespie e a cantora Sarah Vaughan no que foi a primeira orquestra de bebop. Em 1948, a situação econômica forçou Hines a desfazer a sua orquestra. Ele se juntou ao Louis Armstrong All-Stars. Depois de deixar Armstrong em 1951, Hines mudou-se para Los Angeles e depois para São Francisco, liderando uma banda de Dixieland. Hines foi esquecido no mundo do jazz no início dos anos 60. Então, em 1964, o escritor de jazz Stanley Dance arranjou para ele três concertos no Little Theatre de Nova York. Os críticos de Nova York ficaram impressionados com a criatividade e vitalidade contínuas de Hines , e ele teve um grande retorno viajando pelo mundo com seu quarteto, gravou dezenas de álbuns, e permaneceu famoso e renomado até sua morte.

Do álbum 'Here Comes Earl "Fatha" Hines' (1966)

Earl Hines (piano)
Richard Davis (bass)
Elvin Jones (drums)

Earl Hines - Dream of You


Jazz Piano Workshop, Berlim, 1965

Earl Hines - Memories of you


Michel Petrucciani

(Orange, França, 28 de dezembro de 1962)



O francês Michel Petrucciani superou os efeitos da 'osteogênese imperfeita', uma doença óssea que retardou muito seu crescimento. Petrucciani com habilidade superou a sua aflição, realizando seus solos de forma impressionante para se tornar um brilhante pianista de jazz. Foi inicialmente muito influenciado por Bill Evans e um pouco menos por Keith Jarrett, antes de desenvolver sua própria identidade musical.  

Do álbum 'Both Worlds' (1997)

Michel Petrucciani - piano 
Anthony Jackson - baixo 
Bob Brookmeyer - trombone 
Flavio Boltro - trompette 
Stefano Di Battista - sax alto 
Steve Gadd - bateria

Michel Petrucciani - Brazilian Like

John Legend

(Springfield, Ohio, 28 de dezembro de 1978)



A carreira de John Legend pode ser considerada recente. O primeiro disco foi lançado em 2004. Mas o envolvimento com o mundo da música veio bem mais cedo. Aos quatro anos já tocava piano e participava de corais de música gospel em Sprinfield, em Ohio. No fim dos anos 1990 trabalhou com Lauryn Hill e se tornou conhecido ao gravar os pianos de 'Everything is everything', da cantora. A estreia como cantor solo não teve grande repercussão entre o público, mas garantiu a John Legend o reconhecimento ao vencer o Grammy em 2006 de melhor artista revelação. Nesses mais de dez anos de carreira, conquistou nove estatuetas na premiação. Há artistas que adoram estar envolvidos em parcerias musicais. John Legend se encaixa perfeitamente nessa categoria. A lista é imensa, fica até difícil de falar. Está entre os sonhos do artista fazer um dueto com a britânica Adele. Recentemente, ele divulgou um cover de 'Rolling in the deep'. Grande fã de música brasileira - John Legend revelou que escuta Tom Jobim e Maria Rita - ele também fez uma parceria com Sergio Mendes em 'Don't say goodbye'. 

Do álbum 'Magic' (2014)

Vocal - John Legend
Piano - Sergio Mendes 
Backing Vocal - Gracinha Leporace, Katie Hampton 
Guitarra - Paul Jackson Jr. 
Baixo - Alphonso Johnson 
Bateria - Mike Shapiro 

John Legend - Don't Say Goodbye




John Legend - Rolling in the Deep (Adele cover)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Miúcha

Morreu a cantora Miúcha, uma das musas da bossa nova, irmã de Chico Buarque e mãe da cantora Bebel Gilberto, fruto do seu casamento com João Gilberto.


Heloísa Maria Buarque de Hollanda 
(Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1937 – Rio de Janeiro, 27 de dezembro de 2018)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

John Scofield

(Dayton, Ohio, 26 de dezembro de 1951)


Na universidade, John Scofield foi ouvido por Gerry Mulligan que o convidou para integrar seu grupo para uma série de apresentações em Nova York, entre elas, a histórica no Carnegie Hall. De repente John Scofield se viu tocando em Nova York com Gerry Mulligan, Chet Baker e Stan Getz e era a primeira vez que as duas lendas do jazz se reuniam, depois de 20 anos afastados. Quando Mulligan o convidou para novas apresentações, Scofield preferiu ficar em Boston para tocar com um grupo de jovens músicos que misturavam funk, rock e rhythm'n'blues. Influenciado por Jimmi Hendrix, Eric Clapton, B.B. King e Muddy Waters, Scofield se identificava mais com o grupo do que com o jazz tradicional de Mulligan. Na década de 1980, já com vários álbuns gravados, ele foi convidado para substituir o guitarrista Mike Stern na banda de Miles Davis além da participação em diversos projetos paralelos. Uma das parcerias mais antigas de John Scofield é a estabelecida com o trio composto por John Medeski, Billy Martin e Chris Wood.

John Scofield – guitarra
John Medeski – piano
Chris Wood – baixo
Billy Martin – bateria

Scofield, Medeski, Wood & Martin  - Sham Time (live)



Do álbum 'A Go Go' (1998)

John Scofield – guitarra
John Medeski – orgão e piano
Chris Wood – baixo
Billy Martin – bateria

John Scofield - Deadzy



Do álbum 'Time On My Hands' (1989)

John Scofield - guitarra
Joe Lovano - sax tenor
Charlie Haden - baixo
Jack DeJohnette - bateria

John Scofield - So Sue Me



Do álbum 'Loud Jazz' (1988)

John Scofield - guitarra
Gary Grainger - baixo
Dennis Chambers - bateria
Don Alias - percussão

John Scofield - True Love

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Annie Lennox

(Aberdeen, Escócia, 25 de dezembro de 1954)


Cantora, compositora, ativista política e filantropo escocês, depois de alcançar sucesso moderado no final da década de 1970, como parte da banda 'The Tourists' , Annie Lennox e seu colega, David A. Stewart, conseguiram grande sucesso internacional na década de 1980 como a banda 'Eurythmics'. Annie Lennox embarcou em uma carreira solo em 1992 com seu álbum de estréia, 'Diva', que produziu vários singles de sucesso, incluindo 'Why'. Além de seus oito prêmios Brit Awards , ela também colecionou quatro Grammy Awards. Além de sua carreira com a música, Annie Lennox também é ativista político e social, notável por angariar dinheiro e conscientizar sobre o HIV / AIDS, que afeta mulheres e crianças na África. Em 2011 foi nomeada Diretor da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II por suas incansáveis ​​campanhas de caridade e defesa de causas humanitárias. 

Annie Lennox - A Whiter Shade of Pale


Annie Lennox - Why